história do transporte público

Dos bondes ao Bilhete Único Digital: a evolução tecnológica do transporte público

Um pouco da história do transporte público e das principais inovações no ramo.

Dos bondes empurrados por cavalos ou burros até a integração do Bilhete Único com bikes, muita coisa mudou no transporte público. Mais especificamente em São Paulo, o maior sistema do país, a tecnologia foi e é usada para melhorar a experiência no cotidiano das pessoas. Veja só um breve histórico da inovação empregada no transporte da cidade.

A era de ouro dos bondes

Os bondes foram o primeiro transporte de massa empregado na capital paulista, a partir do final do século XIX. Inicialmente empurrados por cavalos, a eletricidade representou uma grande revolução no meio. Bondes elétricos traduziam os tempos de prosperidade que o país almejava no início do século XX.

Os bondes eram operados pela companhia Light, que detinha o monopólio do sistema. Disputas políticas deixaram os bondes de lado nos planos da empresa. Aos poucos, os veículos foram se degradando e pararam de acompanhar o crescimento da cidade. São Paulo dobrava de tamanho a cada década.

A partir do declínio dos bondes, surgem os ônibus. Baratos e flexíveis, os ônibus logo se tornaram protagonistas.

Para complementar esse sistema sob pneus, a partir da década de 1950 o poder público começou a planejar o metrô, que sairia do papel só em 1974.

Esse domínio dos ônibus e do metrô perdura até hoje. São Paulo tem o maior sistema de transportes por pneus do mundo! Também conta com a maior rede de metrô e trens do país.

Com pouca inovação nos modais, a partir dos anos 1990 o protagonismo da tecnologia se dá nas formas de pagamento do transporte público.

Dos passes ao Bilhete Único

Os passes escolares foram criados em 1947, para garantir o acesso de estudantes ao transporte. À época da criação, eram distribuídos em carteiras feitas de papel.

Foram a primeira aposta em um modelo de acesso ao transporte público que se diferia do pagamento por dinheiro.

Fonte: Sampa Histórica.

Em 1992, na eleição para prefeitura, o debate sobre um passe universal ganha força na candidatura de Eduardo Suplicy. O candidato do PT perde, e só em 1995 uma lei é aprovada na câmara instituindo o passe único. O então prefeito Paulo Maluf, porém, vetou o texto.

Apenas em 2004, na gestão de Marta Suplicy, o Bilhete Único é criado. A princípio, somente para ônibus e, em 2005, trem e metrô entram para a integração.

De lá pra cá, o Bilhete Único alterou sua integração. Foram criados os Bilhetes Mensal e Diário. Além disso, novas tecnologias foram agregadas no embarque e nas estações.

Tudo isso para adaptar a mudança de comportamento. Hoje, a maioria das viagens em São Paulo são pagas por cartões do Bilhete Único, e não por dinheiro.

Ainda há muito a ser feito

O Bilhete Único para toda a Região Metropolitana de São Paulo ainda é apenas um sonho, embora exista tecnologia para isso. Nem mesmo podemos usar nosso Bilhete Único com saldo para pagar por outras coisas, até no âmbito da mobilidade, como Uber e táxis.

Mas assim como São Paulo, a tecnologia não para e novidades podem surgir. Entre elas, o Bilhete Único Digital. A ideia é que, com cadastro do cartão de crédito ou outras formas de pagamento, as viagens possam ser livres, sem preocupação com recargas.

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