Por que já existem bancos sem agência mas não existe transporte público sem posto de atendimento?

A grande maioria das quantias transacionadas no transporte público pelo Brasil são dinheiro em espécie. Esse fator torna o processo de bilheteria mais custoso para empresas de transporte: o dinheiro precisa ser transportado e armazenado, além disso, praticamente todos os atendimentos são feitos presencialmente por atendentes nos guichês ou cobradores nos ônibus.

Mas se já existem bancos digitais e sem agência, ou seja, instituições cujo objetivo maior é guardar o dinheiro das pessoas sem um canal direto para retirada, por que ainda não existe um transporte público em que os postos de atendimento não são essenciais para a utilização do serviço?

A comparação com bancos não é à toa: hoje, os postos de atendimento de diversas cidades são como verdadeiras agências bancárias; filas, atrasos, agendamentos e muito chá de cadeira. Tudo isso, além de uma experiência ruim para o consumidor final, é também um custo enorme para quem opera.

Não popularizar no transporte público uma lógica mais democrática, livre e fácil tem feito o processo de acessá-lo um verdadeiro tormento, contribuindo para o afastamos de clientes mais exigentes e com outras possibilidades de mobilidade.

Dificuldades para conseguir um cartão, fazer a recarga, solucionar problemas simples ou tirar dúvidas são temas comuns entre quem diminuiu o consumo de transporte público nos últimos anos.

Enquanto isso, bancos digitais perceberam uma maior disposição dos brasileiros para a digitalização de suas vidas. Hoje nos acostumamos a pagar por comida, transporte e créditos de celular de forma online.

No transporte público essa tendência não é diferente, gestores da área estão se dando conta e parceiros estratégicos que propõem soluções estão cada vez mais presentes.

Por que as empresas de transporte estão perdendo clientes?

Bancos digitais, como o Nubank, pioneiro no setor, perceberam que as agências físicas eram um grande trauma para as pessoas e que elas estavam dispostas a trocar essa experiência. Por parte das instituições, as agências são custosas e pouco eficientes.

O Nubank aproveitou o momento e criou uma opção bancária digital sem o custo da agência. Mesmo sem algo que até ontem era fundamental para um banco, o Nubank é extremamente atraente para os consumidor, pois os gastos inexistentes com agência permitem serviços sem taxas, uma grande novidade no setor bancário.

Essa é a curva de crescimento do Nubank, que tem hoje mais 5 milhões de clientes. Fonte: Nubank

Em termos de postos de atendimento nos sistemas de transporte público Brasil afora, os custos de operação também são altos e merecem um olhar atento de gestores.

O agendamento de atendimentos, os credenciamentos para obtenção de benefícios e a própria recarga são serviços que podem ser digitalizados e contribuir para uma presença menor de pontos físicos no cotidiano dos clientes do transporte público.

Quando olhamos para o gráfico abaixo, produzido pela NTU, nos damos conta da dimensão do problema. Os passageiros transportados estão diminuindo, por diversas razões como incentivo ao transporte individual, dificuldades de acesso aos modais, etc.

Essas pessoas, contudo, ainda precisam se locomover pela cidade. Como trazê-las de volta sem onerar ainda mais as empresas prestadoras de serviço?

Fonte: NTU. Diminuição no fluxo de passageiros em diversas cidades do Brasil.

Para a OnBoard, empresa que vem refletindo sobre esse mercado, diminuir custos com o uso de tecnologia, sobretudo na bilheteria, e reverter a lógica negativa do transporte público, que limita os investimentos em infraestrutura, é o caminho para termos um transporte coletivo mais competitivo e atraente para consumidores de todos os perfis.

Assim como Nubank fez no setor bancário, ao oferecer um produto inovador e sem taxas e a QuintoAndar está fazendo no ramo imobiliário, desburocratizando o processo de aluguel.  

O que estão fazendo para mudar a realidade dos sistemas de transporte?

Como dito anteriormente, a bilheteria, que compreende os cartões e postos de atendimento, são um custo alto para o transporte público no país.

A OnBoard é uma startup de pagamentos com foco na mobilidade urbana que tem buscado soluções baseadas em tecnologia para tornar o transporte público competitivo novamente diante de seus novos desafios.

Canais de recarga dos cartões de transporte e atendimento pioneiros no mundo

Não somente de aplicativos vive a recarga digital: chatbots em redes sociais e comandos por voz no Google Now utilizam ferramentas já instaladas no celular da maioria das pessoas. Esse último ponto é fundamental: estima-se que 80% dos brasileiros têm menos de 1GB de armazenamento disponível.

Na capital paulista, o chatbot da OnBoard no Facebook faz a recarga do Bilhete Único e 60% de seus clientes vieram de postos físicos de atendimento.

Ou seja, antes de um chatbot no segundo aplicativo de mensagens mais instalado do país, o Messenger, esses clientes tinham uma experiência física, custosa para a empresa e desagradável para eles ou não viam benefício em baixar um aplicativo apenas para a recarga.

Nas cidades em que a OnBoard está presente seus chatbots têm mostrado o potencial para automatizar diversos processos, com uso de Inteligência Artificial para perguntas simples, criando uma cultura do autosserviço na população e evitando deslocamentos desnecessários a pontos físicos.

Como usar o bipay

Bilhete Único e Digital

Entrar num banco e ser barrado na porta giratória além de um grande constrangimento é um enorme contratempo aos consumidores. Os bancos já perceberam isso e criaram suas contas e cartões digitais. O mesmo vale para filas em postos que fazem os cartões de transporte ou atendem às solicitações dos usuários.

Um Bilhete Único Digital pode, além de diminuir custos operacionais, atrair usuários com a diminuição de atritos na experiência de aquisição e compra de créditos.

Imagine apenas abrir seu aplicativo de mensagens favorito, como o Messenger ou WhatsApp, e ter acesso ao transporte público de forma imediata, sem burocracia.

Essa é a proposta do Bilhete Único Digital da OnBoard, que vai ao encontro com estudos da área: pesquisa NTU indica que 10.8% deixaram de usar o transporte público por dificuldade de acesso e 3.5% por opções limitadas de pagamento.

O Bilhete Único Digital é uma alternativa ao bilhete convencional o que possibilita que os dois coexistam. Além oferecer uma economia de escala para os sistemas de transporte coletivo, a solução permite a exploração de 12 tipos de receitas acessórias mapeadas e divididas em três fases pela OnBoard Mobility, que tem se posicionado como principal parceiro estratégico e tecnológico para explorar essas receitas.

Outro ponto favorável ao Bilhete Único Digital é a segurança. A partir dele é possível ter um cadastro que vai além dos dados básicos cadastrais como nome, CPF e endereço, passando a utilizar mecanismos mais atuais que estão no smartphone, como selfie, fingerprint, etc.

Isso, junto com o histórico de utilização do usuário, que conta com geo-localização das compras, da utilização, etc, permite que a OnBoard Mobility crie um sistema antifraude bastante robusto, desenvolvendo uma “assinatura digital” exclusiva de cada usuário.

Além disso, a característica de um sistema que trabalha parcialmente online permite que correções de segurança, e melhorias sejam rapidamente atualizadas.

Horário do ônibus na palma da mão

Alguns estudos na área de mobilidade afirmam que apenas ter a informação sobre o horário dos ônibus já eleva a percepção da qualidade no transporte coletivo, uma vez que o tempo de espera é sentido de forma diferente quando se sabe o horário da sua próxima viagem.

A instalação de letreiros digitais em pontos de acesso têm sido uma estratégia comum em grandes centros urbanos, assim como a disponibilização de SAC para essas dúvidas.

Os itinerários e horários em tempo real por aplicativo e redes sociais, porém, são uma opção eficiente e econômica, que diminui os gastos com atendentes e instalação de letreiros.

Quem é a OnBoard?

A OnBoard Mobility é a startup de mobilidade com foco em pagamentos que vem ganhando destaque por soluções inovadoras no transporte público. Recebeu em 2017 o prêmio de melhor solução para cidades inteligentes pelo Smart City Business em Curitiba e pelo Connected SmartCities em São Paulo.

Foi eleita pelo Innovation Ranking LATAM uma das 100 startups mais inovadoras da América Latina em 2018. E recebeu investimentos do Ford Fund e da Toyota Mobility Foundation e mais recentemente do Governo de Minas que busca inovação em diversos setores da economia do Estado.

Quer mais competitividade na sua empresa de transporte? Entre em contato com nosso consultor para mais informações sobre como sua empresa de transporte pode diminuir custos, aumentar receitas e entregar um serviço de mais qualidade ao consumidor final.

Luiz Renato M. Mattos – CEO & Co-fundador da OnBoard Mobility

E-mail: luiz@onboardmobility.com

Telefone: (11) 2348-5160

 

Redação Agora é Simples
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